terça-feira, 29 de julho de 2008

Odes, odes mil...

A João Ubaldo Ribeiro, pela conquista do Prêmio Camões. Num Brasil onde a leitura é tão pouco incentivada em alguns casos pela situação social em outros por equívocos nas políticas educacionais e ainda em outros por falta de interesse mesmo, preferindo-se as revistas de artistas e novelas, que essa conquista ganhe o seu devido destaque e que sirva como estímulo para que os brasileiros mergulhem mais no universo da sua cultura.

Perguntinha...

Estamos mesmo em período eleitoral? Salvo um ou outro que se manifesta por aí e que acaba sendo visível, tudo parece tão morno e tão frio. A Lei veio para disciplinar e é louvável, mas que tirou um pouco a graça dessa época, isso tirou.

Sucesso...

Os Jogos Regionais de Rio Claro e a vitória maiúscula do basquete encerrando com chave de ouro a participação da cidade azul no torneio. Parabéns a toda equipe da Secretaria de Esportes comandada pelo Serginho Christofoletti e a certeza de que Rio Claro está credenciadíssima a ser sede dos Jogos Abertos do Interior.

De bom tamanho...

... o empate entre Rio Claro e Botafogo pela Copinha, domingo no Schimidtão. Pelos percalços sofridos pela equipe ao longo da partida e o nervosismo dos jogadores na estréia diante da torcida. A insegurança tem sido a principal adversária do azulão nessas duas primeiras rodadas. Ressalto aqui a boa impressão que me deixou o técnico Paulinho Mc´Laren ao microfone da Pan com a sua vibração e a postura convicta que transmite aos seus comandados. Sem dúvida um incentivo e uma segurança a mais aos jovens atletas do Rio Claro.

Iguais em tudo...

A Argentina continua firme em seu propósito de se igualar ao Brasil em tudo. É assim no futebol e em outras situações. A bola da vez, agora, parece ser o apagão aéreo com o colapso sofrido nas operações das "Aerolineas Argentinas". Até Zeca Pagodinho entrou na dança... só que desta vez ao invés de samba ele se viu forçado a dançar tango mesmo.

Gripe...

Gripezinha danada essa do presente inverno, hein? Literalmente derrubando muita gente, inclusive este modesto escriba, que fazia tempo não saber o que era isso. Aviso a quem for "ganhá-la": não adianta remédio e nem tentar cortá-la. No mínimo vão ser uns 4 dias jururu...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Infeliz

No mínimo infeliz a comparação de Vanderlei Luxemburgo ao afirmar que, mesmo em situação não tão confortável nestas últimas rodadas, dando uma respiradinha ao voltar ao G4 depois da vitória de ontem sobre o Fluminense, "o Palmeiras não é o Santos", numa referência desairosa ao time que o acolheu por alguns anos. É o famoso cuspir no prato em que comeu. Numa analogia ao baixinho Romário ao falar de Pelé, pode-se dizer que, em algumas oportunidades, Luxemburgo calado é um poeta.

Preocupante

Em meio a todos os esforços internacionais com relação aos cuidados com o meio ambiente, cujos danos irreversíveis já se fazem sentir e que serão piores se nada for feito nos próximos anos, eis que o Brasil, na contramão disso tudo, mostra seus deslizes nessa área com o INPE divulgando que pelo segundo mês consecutivo a área desmatada da Amazônia foi igual a da cidade do Rio de Janeiro. Não estaria na hora do performático ministro Carlos Minc iniciar um endurecimento da lei ambiental e a exemplo da lei seca criar a lei verde? E será também que o governo, tão preocupado com inflação, superavits, balança comercial e afins estaria disposto a olhar o assunto com a importância que ele merece? Do contrário, vamos continuar dando motivos de sobra para que o mundo continue pensando em internacionalização da Amazônia.

Trem engasgado

Ao ouvir seus pares, Garibaldi Alves, presidente do Senado, recuou diante da idéia de criar 388 cargos de confiança que onerariam os cofres públicos em 12 milhões de reais anuais, no chamado "Trem da Alegria". Resultado da pressão da opinião pública que rechaçou a idéia. Como estamos em ano eleitoral e nenhum partido quer que o imbroglio no Senado respingue nas disputas municipais, o trem fica na estação mais um tempinho. Mas passado o pleito, certamente não vai faltar quem o queira recolocar novamente nos trilhos...

Mobilização Judiciária... uma luz no fim do túnel

Nunca antes na história deste país (já ouviu isso, caro leitor?), foi vista uma mobilização tão grande de Juízes e Procuradores Federais em defesa de um colega, no caso, o Juiz Fausto de Sanctis, por ter reformadas e desconstruídas suas decisões pela Suprema Corte. E as sempre "forças ocultas", talvez aquelas mesmas a que Jânio se referia há mais de 40 anos, agem afirmando que o Juiz quer mais holofotes pra aparecer. Conforta saber que a nova geração do judiciário brasileiro está vindo acima de interesses e forças "maiores" colocando a lei como prioridade sem intimidar-se e sem recuar. Ainda podemos ter esperança de dias melhores, felizmente.

Fim do Circo...

Presidente Lula afirmou e pede providências com relação ao fim do sensacionalismo usado nas ações da Polícia Federal. Excelente pedida se considerarmos que tudo acaba sendo inútil, uma vez que ninguém esquenta a cela, contando com as ações prontas do STF que insiste em soltar empresários, banqueiros e políticos sabidamente desonestos. Lalau não ficou na cadeia, Daniel também não, Pitta também não e Nahas muito menos. Aliás, por que será que as ações envolvendo Daniel Dantas, um verdadeiro arquivo ambulante, andam mobilizando e unindo oposição e situação? Será que os mistérios que os unem são tão maiores do que julgam a nossa vã filosofia?

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Perguntinhas... perguntinhas...

Fosse o Sr. Daniel Dantas ao invés de banqueiro, comandante de um esquema sórdido de corrupção que gira grandes somas em dinheiro, um pobre pai assalariado, morador de um bairro periférico que, num ato de desespero tivesse roubado um pacote de bolachas para matar a fome de seus filhos, teria a sua prisão duas vezes revogada pelo Supremo Tribunal Federal? Ou ainda, será que alguém tomaria sequer conhecimento da sua situação? Mais um capítulo da triste desigualdade que assola esse Brasil.

E ainda dizem que "somos todos iguais perante a lei"...

32: A Revolução do Rádio

Estamos ainda na semana em que comemoramos os 76 anos da Revolução Constitucionalista de 1932. Considerada por uns como a grande epopéia paulista na luta pela legalidade democrática.

Ficando evidente que Getúlio Vargas estava muito "provisório" no Governo por ele assim chamado e que nitidamente estava se transformando numa ditadura, o que de fato perdurou até 1945, resolveram os paulistas clamando por uma constituição pegar em armas e lutar contra o governo central por sua causa democrática. Foram três meses de luta onde 35 mil paulistas lutaram contra 100 mil homens do governo Vargas e que, obviamente, foi vencida pelas tropas legalistas, após as desistências de Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Minas Gerais em lutar ao lado de São Paulo. Uma luta desigual onde pontificaram nomes como o dos Generais Bertoldo Klinger e Isidoro Dias Lopes, do Coronel Euclides Figueiredo e de civis como Pedro de Toledo, entre outros.

Há quem diga que a luta tinha um objetivo claro e heróico para lutar mesmo pela democracia. Há quem diga que São Paulo queria se separar e há quem diga também que São Paulo pegou em armas porque fora destronado do poder pelo gaúcho Getúlio que colocou fim a chamada república do café com leite.

Mas, sem dúvida alguma, 32 foi a Revolução do Rádio. Isso pelo papel importantíssimo que o veículo teve na divulgação dos ideais constitucionalistas. Foi aí que o Rádio se mostrou com todo seu esplendor na tarefa que lhe é mais fundamental, de integrar pessoas, divulgar informações, prestar serviços e aproximar os povos.

Logo que o levante explodiu em 9 de julho de 32, revolucionários tomaram os meios de comunicação como as companhias telefônicas, postos telegráficos e as emissoras radiofônicas. Entre estas se destacam a Rádio Cruzeiro do Sul e, principalmente a Rádio Record, fundada um ano antes por Paulo Machado de Carvalho que, já com a visão empresarial que o consagraria, transformou uma emissora montada em um modesto fundo de loja de discos, em uma emissora que já estava inovando no Rádio de São Paulo.

Paulo Machado escancarou os microfones da Rádio Record para a divulgação dos ideais da revolução. A programação derrubada e colocada a serviço de São Paulo. Foi a partir daí que a Record se consolidou como a grande emissora paulista. Em transmissões que varavam as madrugadas, (lembrando que a programação das emissoras se resumia a pouco mais de 6 horas diárias), a PRB-9, através de cronistas como Rubem Alves e Guilherme de Almeida preparavam textos conclamando os paulistas a lutarem pelo bem de São Paulo e do Brasil, através das vozes de Nicolau Tuma, Renato Macedo e, principalmente, César Ladeira, todos estudantes de Direito do Largo São Francisco.

As transmissões empolgavam os paulistas e brasileiros, já que a noite, a propagação das ondas era maior e a Record atingia outros estados também. Ao som de Paris Belfort e outros hinos marciais especialmente compostos para a revolução, o Rádio inundava o éter e enchia os paulistas de brios, aliados aos discursos magistralmente interpretados pelos "speakers" que se revezavam ao microfone para unir São Paulo.

O Rádio foi fundamental para unir e integrar as ações nas frentes de batalha, na retaguarda que ficara na capital brilhantemente encabeçada pelas mulheres, e para as campanhas em prol da causa como "Ouro para o bem de São Paulo" onde as famílias doavam todas suas posses em ouro para a revolução.

Após a Revolução, mesmo com a derrota paulista, estava irremediavelmente aberto o caminho para o Rádio galgar seus caminhos que o solidificaram como veículo imediatista e popular, caindo definitivamente no gosto do público, já que teve participação essencial na hora da luta, unindo os paulistas num momento decisivo para o Estado. A Rádio Record também se firmou como "A Voz de São Paulo" e "A Voz da Revolução" consolidando definitivamente sua posição como uma das grandes emissoras de São Paulo e do Brasil.

Por isso, quando se comemora mais um aniversário da Revolução Constitucionalista, não custa recordar que, mesmo com a derrota, o ideal paulista foi alcançado com a Constituição de 1934 e que, aqueles que pegaram em armas para defender São Paulo da sanha ditatorial de Getúlio, tiveram ao seu lado, como grande companheiro, o veículo de comunicação até hoje fundamental e indispensável na vida brasileira, estando a serviço da população em todos os momentos e principalmente nos momentos graves: o Rádio.

Um abraço amigo

terça-feira, 8 de julho de 2008

Mais uma estupidez anunciada... e mais um número pras estatísticas...

O assassinato estúpido do menino João Roberto Amaral de apenas três anos de idade por policiais militares do Rio de Janeiro após ter o carro onde estava com a mãe e o irmão de nove meses "confundido" com carro de bandidos, deixa, mais do que evidenciada, a falência completa do sistema de segurança brasileiro.

Policiais despreparados, desmotivados e mal pagos vestem a farda empunham as armas e saem as ruas para cumprir sua função precípua de defender a população da violência que cada vez mais grassa nas grandes cidades. Mas o reflexo do mal preparo se faz sentir justamente pelo fato da falta do discernimento, o que acaba fazendo com que esses maus policiais se arvorem o direito de agirem como juízes e executores, atirando antes de averiguar, de ter o devido equilíbrio e preparo que é sempre colocado a prova em decisões que devem ser tomadas em milésimos de segundos e que acabam tendo como desfecho o triste espetáculo de estupidez e tragédia que mais uma vez se descortina diante dos nossos olhos. De nós, pobres mortais, população desprotegida que além de temer os bandidos, passa a temer a própria polícia, pois não sabe se estará totalmente segura no instante em que deveria ser defendida por aqueles que envergam uma farda.

E mais uma vez, uma vida ceifada, mais uma vez pais desesperados chorando a dor mais terrível de perder seu filho, o filho que faria quatro anos no próximo dia 29, o filho amado, alegria da casa que vê seu futuro brutalmente ceifado por tiros disparados a esmo e sem critério. Por mera "confusão de policiais". O desabafo do pai comove, machuca, leva a reflexão, nos deixa na alma a marca triste da compaixão, do ter que assistir a dor de mais uma família destruída por um erro do aparato de segurança do Estado que por vários motivos, entre eles os maus salários, a péssima instrução, a corrupção que une cada vez mais os que ameaçam a segurança e os que deveriam cuidar dela. Esses ingredientes juntos resultam em morte, em ações estúpidas e totalmente desastrosas que revoltam e deixam expostas as chagas de um Brasil cuja morte de seus filhos não seriam talvez temidas se fosse erguida a clava forte da justiça e da luta, como versa o Hino da Pátria, mas que se aterram e se cobrem de dor quando a morte vem por erros do Estado que arrecada e muito bem para protegê-los.

E aí segue-se o teatro e os rituais de praxe. Numa desculpa política, aparece o secretário Beltrame com suas desculpas em nome do governador Sérgio Cabral expondo comedidamente todo seu "mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa", afirmando que foi um erro desastroso e que em nome da Lei e de Justiça os culpados serão severamente punidos e que todas as providências serão tomadas. Mas não há o que repare e nem o que recupere a vida do menino João e nenhuma providência que conforte e acalente o coração de seus pais.

Poderia se colocar aqui várias coisas. Que é hora dessa ou daquela medida ser tomada e levada efetivamente a cabo para varrer definitivamente da nossa história esses tristes capítulos. Mas, sinceramente falando, não acredito nisso. O caso terá repercussão nos próximos dias e depois, como uma série de outros, cairá no esquecimento com o arrefecimento das cobranças. Lamentavelmente, o assassinato do menino João Roberto Amaral será mais um triste número a engrossar a fila das estatísticas.

Um abraço amigo...

domingo, 6 de julho de 2008

E avança o Rubro Verde...

Numa vitória de superação depois de um primeiro tempo de jogo truncado, jogo de meio sem jogadas empolgantes, o Velo Clube conseguiu ontem em Espírito Santo do Pinhal uma importante vitória contra o Sport Paulista e mantém vivas suas chances de classificação na segundona. Tudo foi resolvido na segunda etapa onde, logo de saída, um pênalti contra o Velo defendido por Daniel deu um toque diferente ao jogo, bem como a expulsão até que infantil de Bruno Pepis. Com um a menos e as entradas de Josimar e Marcos Dias, o Velo ganhou nova força e definiu o placar. E quando tudo parecia resolvido, eis que o Sport faz o seu golzinho mas que não foi suficiente pra evitar a vitória do rubro verde. Méritos para o João Ricardo que, na segunda etapa mexeu as peças certas e mesmo com um a menos saiu de Pinhal com três pontos. Agora página virada e as preocupações se voltam para o próximo domingo onde acontece o jogo com o Guaçuano. Mais uma decisão pro Velo que terá toda a semana para se preparar uma vez que, de novo, só a vitória vai interessar se a equipe quiser continuar sonhando com o acesso à série A 3 do Paulista.
E você? O que achou do Velo no jogo de ontem? Comente e deixe suas impressões sobre a partida.

Um abraço amigo...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

E quem foi que disse...

... que o homem não acabaria refém das máquinas? O apagão da internet em São Paulo provocado por uma pane na central da Dona Telefônica é a prova cabal disso... uma simples "quezília" eletrônica parou quase todo um Estado e seus serviços essenciais. É mais uma modalidade da série de apagões que já incluiu o elétrico e o aéreo... qual será o próximo agora?

Mais duas da série perguntar não ofende...

Presidente Lula disse ontem, falando sobre o fim do sequestro de Ingrid Bettancourt pelas FARC que, a América Latina não comporta e nem aceita mais a luta armada. E o MST que se organiza, cresce sob as barbas do governo e provoca ações de guerrilha destruindo e invadindo propriedades é o que, hein?

Sargento que entregou jovens a traficantes num morro, dizendo que era "pra dar um susto" chorou em depoimento a justiça. E as lágrimas das famílias que ficaram sem seus filhos? Não seriam tardias demais as lágrimas do ilustre militar?

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Da série: puxão de orelha!!!

Para o senhor gorducho que, se valendo da reforma da praça Antonio D` Alprat em pleno centro de Charqueada, aproveitou pra dar uma bela urinada à luz do dia por volta das 11 e meia da manhã de hoje... é por essas e mais aquelas que ainda somos terceiro mundo... educação passa longe... eita falta de berço!!!!

Da série: perguntar não ofende - parte 2

E o Fluminense, heinnn???? Será que tropeçou no seu excesso de auto-confiança? Eita Guerron... por que aquele gol logo aos cinco minutos?

Da série: perguntar não ofende - parte 1

Será que agora com o endurecimento das regras de trânsito para aqueles que bebem ao volante e com punições efetivas para os culpados como multa pesada e cadeia, logo, logo não vai aparecer o lobby das indústrias de bebida querendo dar uma "amolecidinha" na lei?

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Blog do Fonseca: Uma moda perigosa

Amigos da Excelsior Brasil. Depois do caso Isabella, eis que os jornais voltam a relatar mais um caso. Desta vez envolvendo uma menina de oito meses que foi jogada pela mãe da janela do sexto andar de um prédio no centro de Curitiba.

Por aí se vê que, “nunca antes na história deste país” se está aderindo a uma moda perigosa onde, a vida humana, já tão banalizada, perde ainda mais o seu valor.

É bem verdade que qualquer crime contra a vida humana é por si só inadmissível e injustificável sob qualquer pretexto. Mas como explicar essa crescente onda de violência contra crianças indefesas praticada justamente por seus pais?

Será que a alegação de insanidade da mãe justifica tal ato? Será que isso é motivo pra acabar com uma vida? E por que ela, ao afirmar que foi fraca em se jogar logo após matar a filha, não foi tomada pela mesma covardia antes de cometer tamanha barbárie?

Um dos caminhos para buscar respostas é a degradação da família. Nos lares onde cada vez mais se vê a falta de diálogo, o amor, a conversa franca e os valores que se devem ser cultivados desde o berço.

Some-se a isso a gravidez indesejada e que aparece para muitos que sem se precaver acabam trazendo ao mundo crianças que vão crescer em lares desestruturados e ausentes de quaisquer parâmetros.

E temos que levar em conta também esse mundo louco em que vivemos onde na busca do ter ao invés do ser e tomado pelo egoísmo rompem-se todos e quaisquer laços de afetividade. Isso reflete diretamente nas famílias na relação dos pais e filhos que muitas vezes por motivos fúteis passam a odiar-se e em casos extremos proporcionam espetáculos tristes como este.

Tudo isso joga diante de nós o triste retrato de uma geração de pais despreparados. A competição, a exclusão cruel dos nossos dias a que o ser humano é submetido, nos leva a esse cenário de tragédias e que, por tanto se repetirem, acabam se tornando coisa comum.

É hora de, como se diz na gíria, tirar o pé no acelerador. De nos redescobrir e deixar o lado o egoísmo o ter mais que o ser e resgatar em nós os valores que, não estão perdidos ou mortos, mas sim adormecidos.

Precisamos sim olhar com visão mais ampla e resgatar o sentido de família. Do contrário, como poderemos falar em futuro se, no presente, se está acabando com a vida daqueles que o irão construir?

Um abraço amigo....

terça-feira, 1 de julho de 2008

Blog do Fonseca: Por que só nas horas graves?

Amigos da Excelsior/Jovem Pan, leitores do blog. Em sua coluna do último dia 01/07, Arnaldo Jabor, no Estadão, falava sobre o abraço amigo e sincero trocado entre Lula e FHC quando do velório de Dona Ruth.

De acordo com o próprio Jabor, o reencontro amigo de antigos antagonismos que, naquele momento, cessaram, findaram e, nesse caso, em torno de um algo maior que as rusgas ideológicas que existem entre os dois. Ali apenas o gesto fraterno de dois amigos, afastados a bem da verdade pelas convicções políticas, que se gostam e se respeitam e num momento de morte estão juntos lado a lado sem cobranças ou ataques; apenas o gesto, o ombro amigo na hora grave e necessária.

Aí temos um grande tema pra refletirmos e a questão não poderia ser outra: por que apenas nas horas graves, de extrema dor ou de extrema alegria os antagonismos se unem? Por que esses momentos têm o dom mágico de fazerem as pessoas esquecerem suas diferenças e se juntarem para compartilhar a alegria ou a tristeza do próximo?

Claro que, se nos aventurarmos a aprofundar o assunto vamos encontrar aí uma seara de opções e fatores. Entram aí questões como o ego de cada um com seus respectivos orgulhos, a força daquele que está no poder e aquele que pelo poder passou cada um ao seu modo e defendendo suas crenças e convicções.

Mas, uma coisa é certa. É, talvez, e isso pode parecer utópico, chegado o momento de esquecermos essa união apenas de horas graves, dos antagonismos que se unem em momentos extremos, ou da euforia que nos domina em tempos de Copa do Mundo, quando todo um país passa a vibrar junto na mesma sintonia, para unir essas forças por um período mais duradouro e visando objetivos que abranjam uma camada de Brasil infinitamente superior.

Evidente que, nesse período eleitoral que estamos vivendo, isso será mais utópico ainda. Cada um dos lados irá defender seus pontos de vista e tentar convencer a maioria de que suas idéias são as melhores pra Rio Claro e pros outros municípios da Federação.

Mas no instante em que essa maratona toda tiver passado, não seria possível, a partir dos municípios, da parcela que realmente faz a nossa vida, deixarem-se os orgulhos, a sensação de perdidos e perdedores e iniciarmos um processo de união, atitudes maiores em prol do objetivo maior que é o Brasil e nesse contexto Rio Claro também?

Que é um sonho... vá lá! Mas que não custa refletirmos sobre isso não custa. O abraço fraterno, amigo e sincero de Lula e FHC mostrou que isso é plenamente possível.

Um abraço amigo

Blog do Fonseca: pra início de conversa...

Olá amigos da Excelsior/Jovem Pan. A partir de hoje inauguramos mais um espaço pra nos comunicarmos e trocarmos idéias. E creio que seja literalmente essa a função desse espaço. Conversarmos, analisarmos juntos, concordarmos e quem sabe discordarmos e divergirmos. São essas as bases do bom jornalismo e das boas idéias.

O fato é que pioneiramente saímos na frente no Rádio da Cidade Azul das Orquídeas. Uma iniciativa inovadora e, porque não dizer, revolucionária. Extrapolarmos os limites das ondas sonoras. Deixarmos de lado o caminho único da onda que chega ao receptor e conversarmos também no espaço virtual e democrático da internet. Digamos que essa é uma estrada duplicada onde podemos ir e vir mais a vontade falando sobre aquilo que vemos no dia a dia, naquilo que vivenciamos e experimentamos. Aqui certamente poderemos compartilhar idéias, ideais e vivencias diárias daquilo que nossos dias nos mostram e nos apresentam.

Confesso que pensei em tratar de assunto específico. Mas logo me demovi da idéia ao analisar que aqui é um espaço muito mais abrangente. Aqui se pode falar de tudo, se versar sobre tudo ampliando espaços pro nosso crescimento e nossa reflexão. É esse o meu objetivo nesse espaço virtual que temos juntos de agora em diante. Vamos aqui falar sobre tudo e abrir pra vocês que nos darão o prazer da leitura o espaço pra opinarmos e compartilharmos juntos os pormenores da nossa caminhada nessa vida. Vida ímpar essa que nos foi dada e que vivemos cada um de nós ao nosso modo.

Acredito piamente que, ao inaugurar essa nova fase no Rádio de Rio Claro, estamos vivendo um momento diferente e único. Um momento semelhante àquele que foi vivido por aqueles que nos antecederam, por exemplo, quando foi criado o Rádio. Quando a novidade começou a se disseminar e tomar corpo. Um algo que revolucionaria o mundo numa comunicação mais rápida que não respeita fronteiras, nem convicções políticas e nem línguas, integrando todo um universo através dos milagres das ondas hertzianas. Hoje essas mesmas ondas que transformaram a humanidade e cruzam os céus do mundo todo, ganham um reforço importantíssimo pela internet que, ao contrário do que muitos pensam, não acabarão com o Rádio, mas sim o complementarão o tornando mais ágil e próximo de todos vocês nos integrando cada vez mais.

Pra início da nossa conversa seria exatamente isso. Espero contar com o carinho e o prestígio de vocês e não se intimidem em lançar temas aqui pra analisarmos e conversarmos juntos. Vamos trocar idéias e aprofundar nossa vivência pra tornarmos nossa vida melhor nessa passagem que temos por essa terra.

Um abraço amigo...