Amigos da Excelsior Brasil. Depois do caso Isabella, eis que os jornais voltam a relatar mais um caso. Desta vez envolvendo uma menina de oito meses que foi jogada pela mãe da janela do sexto andar de um prédio no centro de Curitiba.
Por aí se vê que, “nunca antes na história deste país” se está aderindo a uma moda perigosa onde, a vida humana, já tão banalizada, perde ainda mais o seu valor.
É bem verdade que qualquer crime contra a vida humana é por si só inadmissível e injustificável sob qualquer pretexto. Mas como explicar essa crescente onda de violência contra crianças indefesas praticada justamente por seus pais?
Será que a alegação de insanidade da mãe justifica tal ato? Será que isso é motivo pra acabar com uma vida? E por que ela, ao afirmar que foi fraca em se jogar logo após matar a filha, não foi tomada pela mesma covardia antes de cometer tamanha barbárie?
Um dos caminhos para buscar respostas é a degradação da família. Nos lares onde cada vez mais se vê a falta de diálogo, o amor, a conversa franca e os valores que se devem ser cultivados desde o berço.
Some-se a isso a gravidez indesejada e que aparece para muitos que sem se precaver acabam trazendo ao mundo crianças que vão crescer em lares desestruturados e ausentes de quaisquer parâmetros.
E temos que levar em conta também esse mundo louco em que vivemos onde na busca do ter ao invés do ser e tomado pelo egoísmo rompem-se todos e quaisquer laços de afetividade. Isso reflete diretamente nas famílias na relação dos pais e filhos que muitas vezes por motivos fúteis passam a odiar-se e em casos extremos proporcionam espetáculos tristes como este.
Tudo isso joga diante de nós o triste retrato de uma geração de pais despreparados. A competição, a exclusão cruel dos nossos dias a que o ser humano é submetido, nos leva a esse cenário de tragédias e que, por tanto se repetirem, acabam se tornando coisa comum.
É hora de, como se diz na gíria, tirar o pé no acelerador. De nos redescobrir e deixar o lado o egoísmo o ter mais que o ser e resgatar em nós os valores que, não estão perdidos ou mortos, mas sim adormecidos.
Precisamos sim olhar com visão mais ampla e resgatar o sentido de família. Do contrário, como poderemos falar em futuro se, no presente, se está acabando com a vida daqueles que o irão construir?
Um abraço amigo....
quarta-feira, 2 de julho de 2008
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