terça-feira, 1 de julho de 2008

Blog do Fonseca: Por que só nas horas graves?

Amigos da Excelsior/Jovem Pan, leitores do blog. Em sua coluna do último dia 01/07, Arnaldo Jabor, no Estadão, falava sobre o abraço amigo e sincero trocado entre Lula e FHC quando do velório de Dona Ruth.

De acordo com o próprio Jabor, o reencontro amigo de antigos antagonismos que, naquele momento, cessaram, findaram e, nesse caso, em torno de um algo maior que as rusgas ideológicas que existem entre os dois. Ali apenas o gesto fraterno de dois amigos, afastados a bem da verdade pelas convicções políticas, que se gostam e se respeitam e num momento de morte estão juntos lado a lado sem cobranças ou ataques; apenas o gesto, o ombro amigo na hora grave e necessária.

Aí temos um grande tema pra refletirmos e a questão não poderia ser outra: por que apenas nas horas graves, de extrema dor ou de extrema alegria os antagonismos se unem? Por que esses momentos têm o dom mágico de fazerem as pessoas esquecerem suas diferenças e se juntarem para compartilhar a alegria ou a tristeza do próximo?

Claro que, se nos aventurarmos a aprofundar o assunto vamos encontrar aí uma seara de opções e fatores. Entram aí questões como o ego de cada um com seus respectivos orgulhos, a força daquele que está no poder e aquele que pelo poder passou cada um ao seu modo e defendendo suas crenças e convicções.

Mas, uma coisa é certa. É, talvez, e isso pode parecer utópico, chegado o momento de esquecermos essa união apenas de horas graves, dos antagonismos que se unem em momentos extremos, ou da euforia que nos domina em tempos de Copa do Mundo, quando todo um país passa a vibrar junto na mesma sintonia, para unir essas forças por um período mais duradouro e visando objetivos que abranjam uma camada de Brasil infinitamente superior.

Evidente que, nesse período eleitoral que estamos vivendo, isso será mais utópico ainda. Cada um dos lados irá defender seus pontos de vista e tentar convencer a maioria de que suas idéias são as melhores pra Rio Claro e pros outros municípios da Federação.

Mas no instante em que essa maratona toda tiver passado, não seria possível, a partir dos municípios, da parcela que realmente faz a nossa vida, deixarem-se os orgulhos, a sensação de perdidos e perdedores e iniciarmos um processo de união, atitudes maiores em prol do objetivo maior que é o Brasil e nesse contexto Rio Claro também?

Que é um sonho... vá lá! Mas que não custa refletirmos sobre isso não custa. O abraço fraterno, amigo e sincero de Lula e FHC mostrou que isso é plenamente possível.

Um abraço amigo

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