sábado, 23 de agosto de 2008

Aguenta coração...


É muito... é demais para um coração brasileiro... depois da Maurren, agora vocês meninas maravilhosas do vôlei me envolvem em lágrimas novamente... e no meio delas, de olhos embaçados, eu escrevo, parabenizando-as... obrigado mais uma vez pela imensa alegria desse sábado tão lindo... um sábado mais que dourado pela garra e pela luta dessas guerreiras maravilhosas e pelo brilhantismo de um Zé Roberto Guimarães, campeão com os homens e agora com as mulheres. Agueentaaa coraçãoooo.... que alegria... vamos chorar mesmo e lavar a alma mais uma vez...

Assassinato da língua portuguesa também para os deficientes auditivos

Um recadinho para os responsáveis pelas campanhas televisivas a prefeito e a vereador em Rio Claro. As legendas colocadas no ar para acompanhamento dos deficientes auditivos, são um verdadeiro festival de erros de português principalmente no que tange as palavras grafadas de forma errada. "conciencia", "vc" abreviado como se fosse uma conversa de internet são só algumas entre outras pérolas que desfilaram no ar nesses primeiros dias de campanha. Como eleitores que são, os deficientes auditivos também merecem o devido respeito, principalmente vendo corretamente grafada a língua pátria. Ademais esse festival de erros de português na legenda é inegavelmente um aspecto negativo pra campanha de qualquer candidato a qualquer cargo. Atenção e mais cuidado aí pessoal.

Por que me faz chorar tanto assim, menina?


Querida Maurren:


Por que me fez chorar tanto assim? Confesso que há tempos não chorava por alguma conquista brasileira, por vários motivos, por ver o proveito que alguns espertalhões tiram quando isso acontece, mesmo não tendo movido uma palha pra ajudar, entre outros que a gente bem sabe.


E ontem, sem esperar, eu acompanhando a turma do futebol, que vai ter que engolir de novo os Argentinos campeões olímpicos, depois do fiasco do Dunga, eis que a TV corta pra você, ali compenetrada, lutando em busca da sua conquista. Parei. Fitei os seus olhos e vi toda a sua raça e a sua vontade. O grito de guerra antes do salto, nos parecia a senha dourada para a emoção iminente. E levando no coração e no corpo tudo o que você viveu e passou, lá foi você empurrada certamente por todos nós, corações suspensos, torcendo e vibrando.


Salto lindo, salto de ouro. Um erro da russa, um centímetro a menos e a coroação de todo seu esforço. O aplauso, a vibração dos cronistas e 0 ouro inédito do esporte individual feminino numa prova que é a alma das Olimpíadas, o atletismo. Suas lágrimas, sua vibração nos contagiou a todos. Todos deixaram suas atividades de lado, seus trabalhos e inquietações por um instante para te aplaudir, te reverenciar. Lembramos todos da sua luta, do seu esforço, da semente que plantou e das tempestades que enfrentou. Os resultados adversos, os dois anos fora do esporte em virtude de um doping por causa de uma pomada e a reconstrução da sua vida e da sua história que você começou desde então.


E eis o momento mágico. Você no alto do pódio. Alto dos píncaros da sua glória, da sua conquista máxima que deixou todo um país ainda mais apaixonado por você. Suas lágrimas quando o Hino tocou foram as nossas lágrimas. Lágrimas da alma lavada de um povo que, em meio a tanta coisa ruim, tem no esporte ainda uma das suas fontes de alegria e de esperança.


E vendo você, querida Maurren, ontem chorando no pódio olímpico, eu também chorei. Um choro gostoso de puro civismo que há muito tempo eu não experimentava. Um choro de alegria, de reconhecimento e de reverência por tudo que você passou, fez e viveu na vida. E, como diria o meu mestre Fiori Giglioti saudoso, que sensação gostosa, torcida brasileira. Que orgulho de ser brasileiro e de termos você como a nossa guerreira e a dona da nossa alegria na última sexta-feira Olímpica. Que Deus te ilumine e te conserve sempre. E obrigado pela alegria indescritível que você me deu. Você ontem derreteu minha manteiga endurecida pelo tempo e pela vida, e me fez chorar como há tempos eu não fazia. Lavei a alma.


Obrigado.

sábado, 16 de agosto de 2008

Eu vou pra maracangalha... saudades...

Nesse dia de alegria pro esporte olímpico com Cesar Cielo, uma nota entristece o sábado. A morte de Dorival Caymmi, aos 94 anos no Rio de Janeiro. Autor de verdadeiros clássicos da música brasileira, vai se juntar aos grandes nomes que já moram no céu, que por sinal, deve estar em festa, com um grande show que certamente será realizado pra recebê-lo... fica aqui a nossa saudade, a nossa e certamente a da Anália, que não tem mais quem a leve pra Maracangalha... saudades Caymmi. Vai com Deus.

Fervendo...

Enquanto por essas plagas azuis das orquídeas, como versa nosso vetusto chefe Aldo Zotarelli, a campanha eleitoral segue naquela mesma modorra, e nem parece que teremos eleições dada a apatia que se vê, em Águas de São Pedro, minha terra natal, a coisa é bem diferente. De passagem por lá ontem, dá pra se notar que a cidade respira o pleito eleitoral. As pessoas comentam nas ruas, fazem seus prognósticos "pitonísticos" e os candidatos já estão em plena atividade visitando as casas, espalhando suas propagandas, dentro é claro do que permite a lei, e gastando a sola de sapato em busca dos votos. Dada a população e o tamanho da cidade, um voto lá faz muita diferença e é disputadíssimo, valendo proporcionalmente a uns 100 ou 200 votos aqui. O que mostra que, mesmo com a lei, que impede uma série de práticas, mas que ao mesmo tempo, equalizou e socializou a disputa, é possível sim fazer uma campanha vibrante e interessante mergulhando toda a cidade no assunto, participando e vivendo junto o cilma eleitoral, como se via antigamente. Quem sabe os políticos daqui não poderiam fazer um cursinho intensivo por lá pra ver se animam mais a campanha aqui por essas paragens? Fica aí a sugestão.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Criatividade...

Que o Brasil é um país altamente criativo, isso não se questiona. O brasileiro sempre inventa modos e maneiras de enfrentar as situações do dia a dia. Pois bem. Agora com as restriçoes impostas pelo STF referente ao uso de algemas, quem saiu na frente pra driblar a questão foi o Rio de Janeiro.

Numa operação policial realizada num morro, na falta das algemas e ao longe das polêmicas criadas sobre o assunto, policiais usaram fios de plástico, iguais aos dos eletrodomésticos, para prenderem bandidos, conforme ilustra a foto estampada no Estadão de hoje de autoria do repórter fotográfico Marcos D´Paula. É o famoso jeitinho brasileiro em ação. É claro que no caso em questão, o uso das algemas se fazia necessário, já que se tratam de traficantes que trocaram tiros com a polícia, portanto não sujeitos à súmula vinculante do STF, conforme explicou ao jornal o delegado responsável pela ação. Mas que fica lançada a idéia para ações futuras, isso lá fica.

Porre de Futilidade...


Tenho um grande respeito profissional pela Sônia Abrão. Competente no que faz, tendo passado pelas grandes redes de TV, trabalhado nas grandes emissoras de Rádio de São Paulo ao lado de grandes nomes da comunicação. Mas em tudo se há um limite. Dando um "passant" hoje a tarde pela TV (que convenhamos no horário tem uma programação sofrível em todos os canais), caí no programa "A Tarde é Sua" apresentado por ela. Sem brincadeira, ela gastou mais de uma hora do seu programa, tempo de televisão que é caríssimo, fazendo uma matéria com mais uma mulher fruta ou flor, chamem como quiserem. O alvo da vez foi a tal de "Mulher Trepadeira". Uma moça totalmente fútil, vazia e sem o mínimo conteúdo, a não ser o físico com um grande traseiro e seios devidamente siliconados. Confesso que senti indignação ao ver a que ponto as emissoras de TV chegam, se prestando a coisas como essa para angariar um mísero IBOPE. E lá estava a Sônia toda prosa enchendo a bola da dita cuja, dedicando mais de uma hora do seu programa. Lamento saber que algumas mulheres estão se desvalorizando tanto e que a mídia compactua com isso. Será que talento e inteligência não contam mais? Será que ainda vamos ficar muito tempo reféns dese tipo de coisa? Vamos exercer mais nosso senso crítico e analisar as coisas mais profundamente para não sermos sufocados por essa avalanche de futilidades.